Temporada 2014 no Castelo de S. Jorge - Atuações temáticas

D. Filipa de Lencastre

As danças do povo, que se viram nas ruas Porto, na alegria do casamento do Mestre de Avis, eram vivas e alegres - danças desvairadas - como refere Fernão Lopes.  Saltos e malabaristas decorreram durante a refeição, terminando com danças e cantares das damas  Muitas das manifestações bailatórias populares eram de roda, ou em filas e improvisadas.

A dança seguramente mais em voga é a Carola , dança coletiva em fila aberta, de mãos dadas. As figuras eram o arco, em que duas dançarinas dão as mãos e os outros passam por debaixo, a

espiral e o túnel D Filipa tinha ao seu serviço um trovador judeu e é de origem judaica e ibérica o único mestre de dança medieval que se conhece – o rabi Hacén bem Salomono.

Após a chegada de D Filipa, a vida de corte moderniza-se, sendo aceite para as damas portuguesas, uma melhor posição social. No seu casamento passam a ter um lugar à mesa dos banquetes, até então, reservado aos homens. Esta mudança permite que as damas participem na função bailatória e a dança de pares só é favorecida a partir de então.

 

D. Isabel de Aragão

Em 1490 Rui de Pina descreve as festas de casamento do Príncipe D. Afonso com D. Isabel de Castela, em Évora. Os festejos magníficos que então se realizaram são inspirados nas festas da Borgonha Quanto às danças, é sabido que os fidalgos portugueses estavam ao corrente das danças em moda na Europa. É conhecido desde 1416 o I.º Tratado de Dança manuscrito de Domenico de Piacenza – Mestre de dança da família dos Este e de Ferrara, que naquela corte dava aulas de dança e cortesia além de organizar divertimentos e festas.

É o tempo da basse danse que, no dizer de Domenico, “ é a rainha da Dança e digna de usar coroa”. Os passos são lentos, as atitudes solenes, os passos rastejantes e um ligeiro movimento de elevação Domenico comtemplava cinco componentes no ensino da dança : Medida, Maneira, Memória, Divisão do espaço e Elevação.

 

 

D. Joana de Áustria

A Pavana e a Galharda são as danças mais mencionadas no sec XVI em França, Espanha e Itália. Andam associadas. A Galharda é saltitada e alegre e como diz Arbeau, “assim se chama porque quem a dança deve estar alegre e animado”. A Pavana é lenta e cerimoniosa, é o momento ideal para exibir um porte elegante e uma ocasião mundana para a ostentação de riquezas e trajes luxuosos. As danças de pares ou em trios, são muito apreciadas. Estão na moda a spanholeta, cascarda, alemande e folias.

Trabuqueto, spezzato, seguito, são alguns nomes de passos na dança italiana e as coreografias são, por vezes, complexas, formadas por sequências sucessivas. Em Portugal a Mourisca, tal como no reinado de D João II, ainda está na moda e D. João III tinha ao seu serviço um grupo de bailadores de mourisca, a quem dava mantimentos e fazia mercês. No sec XVI a mourisca era, em Lisboa, uma dança da moda e havia escolas para a ensinar. Francisco Teixeira, bailador de mourisca, foi em 1533, agraciado por D João III em reconhecimento do mérito da sua arte.

 

D. Luisa de Gusmão

Desde 1500, a Country Dance é uma forma de dança inglesa, de origem rural, mas que progressivamente, irá ser praticada na corte. O êxito das Country Dances é reforçado ao longo do sec XVII graças às publicações de J. Playford dos seus Tratados de Dança. Este êxito irá estender-se às capitais europeias e mais tarde, em França tomarão o nome de contredanses.

As formas coreográficas mais comuns são RODAS (rounds), FILAS (longways) e QUADRADOS (squares). O passo base é o passo duplo, e muito frequentemente o arming – num passo duplo, pé esquerdo os pares enlaçam os braços direitos e o sidding – em que os pares descrevem uma volta completa num passo duplo pé esquerdo em direcção ao ombro direito do par.

 

 

Imagens: http://pt.wikipedia.org/

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