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PostHeaderIcon Acelerador linear

Equipamento de leição para administrar tratamentos de radioterapia externa. Deve dispor idealmente de duas ou mais energias de fotões, para tratamentos profundos, e diversas energias de electrões, para tratamentos mais superficiais.

 

Este equipamento é composto por sofisticados sistemas de produção e controle de administração de radiação, equipamentos para posicionamento do doente, localização e verificação dos campos de irradiação. Ao acelerador linear estão associados 1) uma mesa de tratamento específica, onde o doente é posicionado, 2) um sistema de lasers de localização, habitualmente em número de três ou quatro, 3) um sistema electrónico de aquisição de imagens em tempo real do campo irradiado, 4) um sistema de vídeo em circuito fechado para vigilância do doente durante o tratamento e 5) um equipamento computorizado de comando.

 

Inerente ao acelerador linear está um mecanismo de dimensionamento de campos, designado de sistema de colimação. Este sistema é composto por dois pares de blocos metálicos alongados, orientados perpendicularmente entre sí e que permitem adequar o tamanho do campo de irradiação a cada tratamento. Dado que este sistema só permite campos rectangulares, outro sistema é necessário para conformar os campos de tratamento o mais possível ás aplicações reais. Os sistemas mais modernos possuem para esse efeito um segundo sistema de colimação, composto por múltiplas pequenas lâminas motorizadas, que permitem o tratamento de campos irregulares sem necessidade de recorrer, como até aqui, a protecções personalizadas fabricadas individualmente. Este sistema designados por multilâminas, embora mais caro na aquisição, reduz o custo de produção, já que não é necessária a preparação de protecções específicas para cada tratamento, diminuindo ainda o tempo necessário para cada tratamento, o que permite melhorar a rentabilidade do acelerador linear. O custo inicial é superior pelo sistema multilâminas propriamente dito mas também pela necessidade de recorrer a sistemas electrónicos de transmissão de dados do sistema de dosimetria, já que seria pouco prático, demasiado lento e bastante arriscado, transpor manualmente dados de posicionamento de 80 ou mais lâminas. Os sistemas de multilâminas padrão têm 40 pares de lâminas. Sistemas mais recentes possuem um número superior de lâminas (120), permitindo um detalhe superior no desenho dos campos, o que possibilita a evolução para técnicas de tratamentos mais sofisticadas, sem necessidade de adquirir equipamento adicional.

 

Ainda como parte integrante do acelerador linear está o sistema de verificação de campos. Este consiste num sistema de detecção de radiação, posicionado em face do feixe de radiação e com o doente em posição de tratamento, permitindo verificar num sistema informático a adequação entre os campos irradiados e os campos planeados. O custo inicial deste acessório pode ser justificado por tornar excepcionalmente seguro o sistema de tratamento, ao tornar possível a verificação da conformidade do tratamento imediatamente antes da sua administração, anulando a necessidade de efectuar radiografias de verificação. Estas implicariam a existência de películas radiográficas, sistemas de revelação, chassis de suporte, e um dispêndio maior de tempo na sua realização. O sistema de verificação electrónica está normalmente montado no braço de tratamento do acelerador linear podendo ser colocado rapidamente na posição de aquisição de imagem. A imagem adquirida pode ser comparada com a imagem obtida no sistema de planeamento e dosimetria e a sua conformidade verificada de modo manual ou electrónico, dependendo do sistema informático instalado. Alguns sistemas mais recentes permitem ainda dosimetria em tempo real.

Mais recentemente estes equipamentos evoluiram para a chamada Imagem Volumétrica, em que é possível adquirir no acelerador linear  em posição de tratamento, imagens idênticas às de uma tomografia axial computorizada, o que, por comparação com as imagens de planeamento, permitem um detalhe extremo na localização dos campos e estruturas a irradiar. Estes sistemas são vulgarmente designados por Radioterapia Guiada por Imagem ou IGRT (do inglês Image Guided Radiation Therapy).