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Radiobiologia cínica
Sensibilidade vs. Curabilidade
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A Radioterapia (RT) é o uso controlado de radiações ionizantes para fins terapêuticos, principalmente de neoplasias malignas. As radiações dizem-se ionizantes por levarem à formação de iões nos meios sobre os quais incidem, induzindo modificações mais ou menos importantes nas moléculas nativas.

As radiações geram nos tecidos uma cascata de eventos, que se inicia no primeiro milésimo de segundo da interacção. A ionização inicial (fase física) é seguida de lesão imediata de macromoléculas vitais a nível celular, ou indirectamente pela cisão de moléculas de água, de que resultam radicais livres de oxigénio, altamente reactivos a nível molecular (fase físico-química). Após alguns minutos a lesão bioquimica sobre as moléculas de DNA e RNA é potencialmente letal.


Radiobiologia tumoral
A sobrevivência de cada célula atingida vai depender da sua capacidade para reparar o dano motivado pela radiação, modulando os efeitos biológicos observáveis desde algumas horas ou dias após a exposição, até meses ou anos após conclusão da Radioterapia.
A causa mais frequente de morte celular induzida pelas radiações é a devida à incapacidade de corrigir as lesões na cadeia de DNA e manifesta-se quando a célula tenta dividir-se. Assim uma célula em G0 não é susceptível de evidenciar estas lesões. É o caso de tecidos como o osso, cujas células mantêm funções vegetativas durante largos periodos, sem se dividirem.