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Início Radioterapia Efeitos secundários Tórax

PostHeaderIcon Tórax

A este nível, e para além da pele, apenas o esófago e a traqueia evidenciam uma resposta imediata às radiações, o primeiro através de ardor pré esternal desde a segunda semana de tratamento, tal como as mucosas da cavidade oral, o segundo por sinais e sintomas de traqueite.
O tratamento da esofagite passa pela administração de antiácidos ou protectores da mucosa (p.e. gel de sucralfate) e eventualmente de analgésicos, tendo o cuidado de retirar da dieta os potenciais agressores (muito quente, muito frio, muito ácido, álcool). A traqueite nunca é muito evidente, podendo ser controlada apenas com recurso à inalação de vapor de água ou administração anti-inflamatórios.
No caso particular da radioterapia de tumores da mama, devido à possibilidade de sobreposição de campos a nível do vértice do pulmão, existe uma maior probabilidade de aparecimento de uma lesão a esse nível. Essa lesão é por regra assintomática, podendo evidenciar-se um quadro de pneumonite aguda, controlável com antibióticos e corticoides em doses elevadas. É frequente a persistência de uma zona de fibrose, assintomática, visível na radiografia simples do tórax, numa grande percentagem das doentes submetidas a este tratamento, mesmo não tendo revelado a pneumonite aguda.